quarta-feira, 3 de março de 2010
Barbara Berger, a nova top Lez a Lez
A coleção Inverno 2010 da Lez a Lez já está na mídia nacional, com visual renovado. Quem faz a estreia, vestindo a grife catarinense na campanha, é a top Barbara Berger. Ela foi clicada por Gui Paganini, no Estúdio Burti, em São Paulo. Desse trabalho participaram, também, alguns dos melhores profissionais de produção de moda na atualidade. Tudo sob a coordenação e criação da Seven, agência da Lez a Lez desde a concepção da marca, há três anos.
“A comunicação da Lez a Lez é um desafio importante, já que a marca constrói com competência uma personalidade e uma postura que aliam a criação de moda em alto nível e forte apelo comercial para o público-alvo da marca. Nesse sentido, as campanhas desenvolvidas pela Seven têm contribuído para desnudar esse visual fashion marcante e valorizar o nosso produto”, comenta o coordenador de Marketing da Lez a Lez, Karlan Muniz.
A coleção Inverno 2010 da Lez a Lez traz o tema “Lady Glam” e se destaca pela elegância e sensualidade, revivendo uma versão moderna do estilo power dressing dos anos 80. O estilo college mistura-se a uma nostalgia barroca, com algo de rock’n roll. Na campanha, esses conceitos foram retratados em um cenário que representa os secret party places de Nova York, clubs que oferecem festas exclusivas para poucos e influentes convidados.
Barbara Berger pode ser vista a partir deste mês em anúncios nas principais revistas de moda do País e também em outdoors, frontlights, empenas, peças de ponto de venda e materiais gráficos de apoio (catálogo, look book e broadside).
Ficha técnica
Agência: Seven Comunicação Total
Fotos: Gui Paganini
Styling: Juliano Pessoa e Zuel Ferreira
Beauty: Silvio Giorgio
Modelo: Barbara Berger
Direção de arte: Daniel Burman e Mário Sérgio Ferreira
Coordenação executiva: Raquel Leidens
Atendimento: Fábio Luciano Schmitz
Aprovação: Daniel Lunelli, Robson Amorim e Karlan Muniz
Labels:
moda
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
“O turismo tem que ser tratado como atividade estratégica”
Atual vice-governador, Leonel Pavan (PSDB) cedeu uma entrevista exclusiva à Revista Nossa para falar sobre turismo, tema a qual é ligado pela evolução do setor em Santa Catarina. No início de 2010, ele se tornará governador do estado.
Por: Renato César Ribeiro
No começo do ano que vem, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) deixará o cargo de governador para Leonel Pavan (PSDB). Após ser vereador, prefeito de Balneário Camboriú, deputado federal e senador, ele se prepara para ocupar a cadeira por onde já passaram renomados nomes da política como Lauro Müller, Hercílio Luz e Nereu Ramos.
Para saber um pouco mais do que pensa o próximo mandatário estadual, a Revista Nossa realizou uma entrevista com Pavan, que tem sua trajetória marcada pelo desenvolvimento do turismo.
Santa Catarina recebeu o prêmio de melhor destino turístico da revista Viagem e Turismo, da editora Abril, pelo terceiro ano consecutivo em 2009 através do voto do leitor. O governo comemora o resultado que demonstra a importância do estado na atividade em relação ao Brasil. Confira a entrevista:
Revista Nossa: Como você avalia o turismo catarinense nesse momento?
Leonel Pavan: Em ascendência total, já representa mais de 13% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) e a cada ano vem recebendo destaque no cenário nacional, haja vista os três prêmios consecutivos de melhor destino, incluindo também cidades, praias e rede de hospedagem. Se continuarmos investindo em infra-estrutura, segurança e profissionalismo a projeção é crescer ainda mais a cada ano.
RN: Quais são os efeitos dos fenômenos climáticos recentes para o turismo?
LP: Será preocupante se nós nos acomodarmos, temos muitas potencialidades a descobrir. O estado se preocupa com os efeitos, buscando resolver os problemas e investindo em tecnologia, trabalhando com prevenção de catástrofes e estar pronto para uma rápida recuperação. O nome de Santa Catarina não pode ficar associado a estas catástrofes climáticas aí sim poderia prejudicar o turismo.
RN: Como esses problemas foram combatidos?
LP: Com muito trabalho. Na época das cheias, transferimos nosso gabinete para a cidade de Itajaí para agilizar os atendimentos às pessoas atingidas e também resolver os problemas nas cidades. Imediatamente, nosso governo também criou o Grupo Reação para coordenar as atividades e gerenciar os recursos, além de fortalecer as ações da Defesa Civil. Agora, depois de passada a catástrofe, ficamos impressionados com o poder de recuperação das cidades, como é o caso do Vale do Itajaí, com as festas de outubro. Em Blumenau, chamou a atenção o poder de recuperação do povo. Mesmo com o trauma, a cidade estava limpa, arrumada e pronta para receber os turistas, como também ocorreu nas outras cidades que tiveram festas de outubro, como Jaraguá do Sul .
RN: Qual é o potencial turístico de Santa Catarina?
LP: Santa Catarina tem um potencial enorme no Turismo, porém se encontrava meio adormecida a um tempo atrás, após fazermos alguns investimentos na infra-estrutura, eventos, no resgate da nossa história, na cultura, mostrando nossas potencialidades, esportes radicais, turismo rural, termas, religioso, aquático, parque temático, turismo de compras, da gastronomia, passamos a nos desenvolver, e as nossas potencialidades reconhecidas.
RN: O quanto disso é realmente aproveitado?
LP: Santa Catarina é um estado diferenciado e pioneiro no País em regionalização do turismo com a implantação de nove regiões turísticas, processo já reconhecido e premiado pelo Ministério do Turismo e Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo). Com a implantação dos fundos especiais de apoio tanto para o turismo como para a cultura e o esporte, nosso governo transformou potencial em produto e o resultado não tardou a aparecer pela terceira vez consecutiva, o melhor destino turístico do Brasil apontado pelas publicações especializadas no setor.
RN: Como melhorar o turismo do Estado? Que ações o governo vem tomando para aumentar o turismo de SC?
LP: Nós continuamos a investir no Turismo. Agora mesmo estivemos, nos Estados Unidos discutindo projetos para a segurança, e investir em segurança, vai alavancar ainda mais o turismo de Santa Catarina. Tivemos a primeira vitória, a segunda, e agora a terceira, e para conquistarmos a quarta precisamos trabalhar mais, ainda mais. Diante desta realidade, nós do governo catarinense resolvemos fazer do discurso a prática. O turismo é uma das prioridades fundamentais de nosso planejamento estratégico, junto com as parcerias do setor privado e entidades do trade levando-se em conta a nossa diversidade regional, étnica e cultural, única no Brasil
RN: Santa Catarina tem conquistado alguns prêmios sobre turismo, não é? Quais são? O que eles significam?
LP: Como disse antes, conquistamos agora novamente, pela terceira vez o prêmio da Revista Viagem e Turismo, da editora Abril, de melhor destino turístico do Brasil, ficando a frente de estados pólos no turismo como o Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. Estas conquistas significam que nem tudo está resolvido, mas que estamos no caminho certo ao priorizar e fortalecer o turismo como atividade estratégica e investir na diversidade, regionalização e no fortalecimento da infra-estrutura dos municípios. Significa também que a parceria do governo com a iniciativa privada entidades representativas e ao Trade Turístico.
RN: Santa Catarina também sediou o WTTC. De que forma esse evento contribuiu?
LP: O cenário catarinense é hoje vitrine para o Brasil, a América Latina e o mundo ao sediar essa Conferência Global do Conselho Mundial de Turismo. Iniciativa das mais acertadas, uma vez que foi oportunidade única para a criação de novas formas de parcerias público-privadas que, na seqüência, estimularão a demanda junto ao setor turístico causando ainda impacto positivo para o crescimento econômico e a geração de novos empregos. Em resumo, Santa Catarina ganhou visibilidade e passou a fazer parte do cenário internacional para investimentos e novos roteiros.
RN: Quais são os próximos passos em relação ao turismo de Santa Catarina?
LP: Continuar aproveitando nosso potencial criando e descobrindo novos caminhos e mecanismos que despertem a curiosidade e o interesse de quem viaja. Agora mesmo durante o ultimo Congresso de Turismo da ABAV, no Rio de Janeiro foi lançado o roteiro do turismo religioso em Santa Catarina, mais uma opção como destino. Mas tudo deve vir acompanhado do investimento em infra-estrutura e profissionalização.
RN: Que diferença fará quando você estiver definitivamente no posto de governador do Estado em 2010?
LP: Junto com Luiz Henrique da Silveira e o secretário de Estado do Turismo Cultura e Esporte Gilmar Knaesel fizemos muito. Mas com mais tempo é possível fazer ainda mais, até porque sou do setor e sempre procurei fazer do discurso a prática. Vamos continuar investindo em infra-estrutura e fortalecer também o setor de segurança pública.
RN: Como você avalia o trabalho já realizado até agora?
LP: As três conquistas consecutivas com o Prêmio de Melhor Destino Turístico do Brasil vem como avaliação do nosso trabalho, são três conquistas consecutivas como melhor destino turístico no Brasil. A melhor avaliação é aquela que vem dos próprios turistas, como é o caso e ela dá a direção de que o turismo deve ser diversificado , regionalizado e com investimentos em infra-estrutura, divulgação e parcerias.
RN: O que fazer em relação ao turismo dos próprios catarinenses regionalmente?
LP: Motivar o turismo regional e intra-regional, investindo, com profissionalização, mostrando, aproveitando as potencialidades de cada município, região turística.
RN: Como você vislumbra o futuro do turismo catarinense?
LP: O turismo hoje é a maior indústria mundial na geração de divisas, empregos e recursos. Representa 13% dos gastos dos consumidores de todo o mundo. Há tendências claras que projetam o turismo como uma das principais atividades humanas deste século. Precisamos aproveitar este cenário. Em que pesem os avanços obtidos nos últimos anos em parceria com o governo federal, municípios e iniciativa privada, o turismo ainda não é tratado de maneira totalmente profissional. Se continuarmos nessa linha, porém, sem interrupções com as trocas de governo e sem cessar o intercâmbio com outros países, o crescimento dos fundos especiais, Santa Catarina terá um futuro promissor pela frente gerando muito mais emprego e renda do que hoje já acontece como setor.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Trabalho que se encaixa com a vida

Durante algum tempo em sua vida, Vanessa Garcia Palácio acompanhou a carreira de jogador de futebol de seu marido. Hoje, ela mora em Jaraguá do Sul e administra o hotel Vale das Pedras no bairro Ribeirão Grande do Norte.
Por: Renato César Ribeiro
Foto: Daniel Luís Bachmann
Em uma paisagem paradisíaca, Vanessa Garcia Palácio é a mulher que administra o hotel Vale das Pedras. “No começo foi difícil. É um ramo novo para nós e para Jaraguá do Sul”, conta. Ela avalia que a cidade não tem tradição turística e não é considerada um destino. “Por isso, o Vale das Pedras foi um bebê nascendo para a cidade e para a empresa”, diz. Mas Vanessa não é só trabalho. Ela é mãe e esposa. Ocupa o seu tempo livre ao máximo com sua família.
Ela explica que o maior público do empreendimento não vem de Jaraguá do Sul. Da mesma forma, as pessoas que procuram o hotel não estão em busca da cidade, mas vão ao Vale das Pedras. Isso é devido aos 20 quilômetros que separam o hotel do centro jaraguaense, distância em parte coberta de asfalto e em parte na terra mesmo.
“A distância é um problema para quem vem trabalhar todo dia. Para quem vem passear não é problema”, ela diz se referindo a fato de que o caminho a percorrer até o hotel é bem conhecido por quem se interessa pelo local. Como administradora, Vanessa percorre os 20 km todo dia pela manhã e à noite. Ela passa o dia trabalhando e não almoça com sua família. É por isso, que suas noites são reservadas ao marido e à filha.
“No começo, era mais complicado. Hoje só fico nos finais de semana que tem muito movimento, um evento maior ou quando um coordenador está de férias”, aponta. Os meses de maior movimentação são novembro, dezembro, janeiro e julho.
O marido de Vanessa, Alaor Palácio Jr., foi jogador de futebol e, durante esse tempo, ela o acompanhou pelas 11 cidades em que atuou. “Morei no interior de São Paulo, em Natal, em Belém, em Londrina, em Criciúma e até na Coréia”, conta. Quando acabou a carreira de esportista, foi a vez da esposa se dedicar ao trabalho.
Morar na Coréia foi uma oportunidade diferente. “Foi uma experiência de vida muito boa. Conhecer os costumes e a comida... Para se virar lá, só no inglês e a pronúncia deles é bem dificultosa. Mas é um povo acolhedor”, lembra.
O Vale das Pedras é um sonho de seu pai, Hamilton, transformado em realidade. Ele também trabalha no local. “Eu acabei abraçando o sonho do meu pai e acabou sendo o meu também”, afirma. Vanessa admite ter um pouco de “cigana”, por isso, levou com naturalidade suas mudanças ao lado do marido. “Gosto de viajar sempre que posso. Tem um hotel diferente, vou conhecer”, revela.
Seu empreendimento tem apenas cinco anos, mas já demonstra uma evolução. Começou com 12 apartamentos, aumentou para 24 e agora está com 44. Os planos são de subir esse número para 64 em até dois anos. Vanessa também ampliou as opções de recreação com quadriciclo, paintball, além dos atrativos que já existiam, como arvorismo e cavalos. Neste mês de outubro, a sala de jogos é que estava em obras.
Ela aproveita suas viagens de férias para pensar no trabalho e faz isso naturalmente. “A ideia dos quadriciclos veio de um passeio nos lençóis maranhenses. A gente vai no hotel e fica imaginando os bastidores”, cita.
O segredo de ser uma mulher empreendedora e manter a vida em dia é saber separar o tempo para cada coisa segundo Vanessa. “Isso as pessoas que estão comigo conseguem entender”, fala. “Naquela época, acabei deixando um pouco da vida profissional de lado para viver a vida dele. Isso fortaleceu a nossa relação. É um casamento sólido. Ele entende que preciso trabalhar no final de semana porque já passou por isso”, diz.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Andreas Kisser, o guitarrista do Sepultura

Por: Renato César Ribeiro
Foto: Renato César Ribeiro
A noite da terça-feira, 13 de outubro, foi emocionante para os fãs de metal de Joinville. Um dos maiores guitarristas do Brasil, Andreas Kisser do Sepultura ministrou um workshop a partir das 19h30min no segundo andar do Shopping Cidade das Flores. O músico respondeu a várias perguntas do público, tocou bastante guitarra e até mostrou seus dotes no violão. Mas, a platéia ficou extasiada mesmo quando Kisser finalizou o evento tocando talvez o maior sucesso de sua banda: “Territory”.
Andreas Kisser desceu do palco somente às 22 horas, quando o shopping já estava fechando. Atendeu pacientemente todos os fãs que se enfileiraram para trocar algumas palavras, pegar um autógrafo e bater uma foto ao lado do ídolo. Só depois de 40 minutos ao lado dos adoradores do Sepultura é que ele atendeu à nossa reportagem. O workshop foi uma realização da Graves & Agudos, com o apoio da Musical Joinville, Meteoro Amplifier e AGT Neto Stenger. Ele também passou por Blumenau no dia 14. Confira um trecho da nossa conversa.
O Sepultura entrou naquela fase em que a banda começa a ter várias gerações de fãs. Como você vê isso?
Acho que é bem característico do rock. Eu mesmo tenho 41 anos, nasci em 1968, quando estava nascendo o Black Sabbath, o Led Zeppelin... Eu não acompanhei exatamente quando estava acontecendo, mas vi depois. E isso me acompanha até agora. Black Sabbath é uma das minhas bases, (assim como) Led Zeppelin e Deep Purple. Acho natural. É legal ver o Sepultura inspirando gerações novas a fazer esse tipo de som, vindo de um país como o Brasil, onde é uma coisa mais difícil. Você vê isso nos shows do Motorhead, Black Sabbath... É uma coisa que vai de pai para filho.
O Sepultura está com o baterista novo (Jean Dolabella) desde que o Igor Cavalera saiu. Esse músico diferente e também o Derrick Green (vocalista). Como é estar com esses integrantes?
Diferente é diferente (abre um sorriso). Cada um tem sua característica, o seu estilo. Eu sempre procurei respeitar isso. Ao invés do nome, daquela coisa “Sepultura”. Como eu disse no workshop, o Sepultura é uma coisa mutante. Vive mudando, como cada um de nós. A gente vai crescendo, conhecendo coisas novas. Um casa, o outro tem filho... então, são experiências que acontecem e na música é a mesma coisa. Isso é natural e tem que fazer o que se gosta mesmo. É o que você está sentindo na hora. Acho que o Sepultura manteve isso. O Derrick veio com uma característica diferente. A gente não estava procurando um clone do Max. E a mesma coisa com o Jean. O Jean é um dos maiores músicos que já conheci na minha vida. É um baterista fantástico. Um cara que tem uma cabeça muito boa. Um cara mais jovem, que traz uma energia nova. É sorte, sei lá... (risos). Cai um cara desses na hora que a gente precisa. O Igor já estava meio fora da banda um tempo, vendo outras coisas. O Jean veio com toda vontade, toda força do mundo e está fazendo um trabalho espetacular.
Você como guitarrista faz muitas apresentações no mundo pop. Tanto com Júnior (ex-Sandy & Júnior) quanto com Paralamas do Sucesso. Como que é isso?
Acho legal. É uma admiração mútua. Independente do estilo. A gente por ser músico conhece muita gente. Vai cruzando, vai esbarrando nas festas, em shows etc. E música não tem limite, não tem fronteira. A gente está sempre tendo essa comunicação. Eu participei do disco do Chitãozinho & Xororó agora que está aí. Fiz um som com o Hudson (da dupla Edson & Hudson) que está fazendo um som rock. Eu me sinto super honrado de ao mesmo tempo representar a parte heavy metal do Brasil, que ainda sofre muito preconceito, e ter essa liberdade de colocar as minhas ideias, de estilos. É sempre uma grande escola. Você está sempre aprendendo. De conhecer o músico. De entender porque que faz o que faz. Essa influência é muito boa. E aí surgem amizades e outras ideias. É fantástico. É só coisa positiva.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Top Cultural: Dentinho, Intermitente e as melhores capas de discos
No Top Cultural desse mês, a Revista Nossa apresenta a estréia videográfica do fotógrafo Fabrício Porto, de Joinville; o registro de um dos mais importantes expoentes musicais joinvilenses, o vocalista da banda Arueira, Dentinho; e um livro com as maiores capas de discos de todos os tempos. Aproveite.

Música: “Dentinho nos Festivais”, de Dentinho
O cantor joinvilense Dentinho reúne 11 canções com as quais ele concorreu em diversos festivais de música em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O vocalista da banda Arueira apresenta um som calcado nos ritmos do Brasil e uma MPB naturalista. As melhores faixas de “Dentinho nos Festivais” são as duas primeiras: “Nos Trilhos da Estação”, concorrente no Festival Sesc 2001, Femucic – Paraná 2004 e Festival MPB Pereira Barreto SP 2006; e “A Folia de Guedes”, em Canta Limeira – São Paulo 2007 e Femic – SC 2008. O CD contou com o patrocínio de Ultradisc e do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) da Fundação Cultural da Prefeitura de Joinville.

Vídeo: “Intermitente”, de Fabrício Porto
O fotógrafo e diretor Fabrício Porto se considera um “videoasta”, ou seja, faz vídeos. Sua produção “Intermitente” não é realizada em filme, por isso, a diferença na definição técnica. Estrelado por Alex Maciel e Samuel Kühn, o curta-metragem, de 12 minutos de duração, tem edição de Fábio Porto, irmão de Fabrício; e trilha sonora original de Albanir Germano. Destaque também para a animação na abertura de Fabrício em parceria com Paulo Gerloff. A captação das imagens foi realizada em Joinville no ano de 2007. “Intermitente” obteve o patrocínio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) da Fundação Cultural de Joinville e contou com o apoio da Contra Regra Produções.

Livro: “The Greatest Album Covers of All Time”, de Barry Miles, Grant Scott e Johnny Morgan
“The Greatest Album Covers of All Time” é uma compilação de algumas das melhores capas de discos de todos os tempos. O livro, em inglês, traz um pouco da história e da concepção da arte de 250 álbuns. Com foco nas imagens e não no componente musical, a publicação mostra a cronologia de expressões e tendências artísticas desde 1956, quando o vinil de 12 polegadas foi lançado, até 2005, ano de publicação da obra. É possível conferir destaques como “Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles; “Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd; “Sticky Fingers”, dos Rolling Stones; e “Nevermind”, do Nirvana. Destaque também para a bela capa da única brasileira na coletânea: Astrud Gilberto com “I Haven’t Got Anything Better To Do”.

Música: “Dentinho nos Festivais”, de Dentinho
O cantor joinvilense Dentinho reúne 11 canções com as quais ele concorreu em diversos festivais de música em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O vocalista da banda Arueira apresenta um som calcado nos ritmos do Brasil e uma MPB naturalista. As melhores faixas de “Dentinho nos Festivais” são as duas primeiras: “Nos Trilhos da Estação”, concorrente no Festival Sesc 2001, Femucic – Paraná 2004 e Festival MPB Pereira Barreto SP 2006; e “A Folia de Guedes”, em Canta Limeira – São Paulo 2007 e Femic – SC 2008. O CD contou com o patrocínio de Ultradisc e do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) da Fundação Cultural da Prefeitura de Joinville.

Vídeo: “Intermitente”, de Fabrício Porto
O fotógrafo e diretor Fabrício Porto se considera um “videoasta”, ou seja, faz vídeos. Sua produção “Intermitente” não é realizada em filme, por isso, a diferença na definição técnica. Estrelado por Alex Maciel e Samuel Kühn, o curta-metragem, de 12 minutos de duração, tem edição de Fábio Porto, irmão de Fabrício; e trilha sonora original de Albanir Germano. Destaque também para a animação na abertura de Fabrício em parceria com Paulo Gerloff. A captação das imagens foi realizada em Joinville no ano de 2007. “Intermitente” obteve o patrocínio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) da Fundação Cultural de Joinville e contou com o apoio da Contra Regra Produções.

Livro: “The Greatest Album Covers of All Time”, de Barry Miles, Grant Scott e Johnny Morgan
“The Greatest Album Covers of All Time” é uma compilação de algumas das melhores capas de discos de todos os tempos. O livro, em inglês, traz um pouco da história e da concepção da arte de 250 álbuns. Com foco nas imagens e não no componente musical, a publicação mostra a cronologia de expressões e tendências artísticas desde 1956, quando o vinil de 12 polegadas foi lançado, até 2005, ano de publicação da obra. É possível conferir destaques como “Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles; “Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd; “Sticky Fingers”, dos Rolling Stones; e “Nevermind”, do Nirvana. Destaque também para a bela capa da única brasileira na coletânea: Astrud Gilberto com “I Haven’t Got Anything Better To Do”.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Caminhada dentro da mata é trekking

Praticar exercício físico, tornar seu corpo mais saudável, encontrar belas paisagens e fugir da selva de pedra urbana com amigos. Isso é um pouco do que uma pessoa com ligeiro espírito de aventura consegue quando pratica o trekking.
Por: Renato César Ribeiro
Fotos: Arquivo Pessoal
Um dos fãs da caminhada em meio à mata em Jaraguá do Sul é Geferson da Silva. Com 33 anos de idade, ele passa praticamente todo final de semana em algum esporte de aventura, como rafting e moutain bike. Mais ou menos, uma vez por mês ele se dedica ao trekking. “É uma caminhada em trilhas, em contato com a natureza”, define. Mas a atividade não é somente colocar qualquer roupa e sair floresta adentro sem saber para onde está indo sem preparação nenhuma.
O trekking exige preparação que inclui escolher o local interessante, planejar o tempo de duração da caminhada, e, com essas informações, dimensionar o quanto levar de água e alimento. “Alimento nem sempre é necessário, pois às vezes o trajeto é curto. Mas água é sempre bom levar”, ensina Geferson.
Na etapa de escolha do local, Geferson recebe dicas de várias pessoas, procura na internet e acontece também de ele passar em algum lugar e gostar. Nesse último caso, conseguir informações de moradores locais é crucial. “Tem uma coisa que é bem importante: sempre deixe alguém sabendo aonde você vai, caso ocorra algum imprevisto, já sabem por onde começar a procurar”, alerta.
De acordo com Geferson, um dos locais mais acessíveis para quem vive em Jaraguá do Sul é o Morro das Antenas. São 11 quilômetros de subida, o que garante cerca de três horas de trekking. Existe também a trilha do Pico Jaraguá, nela são duas horas e meia de aventura. Um lugar que é “bem tranquilo e sinalizado” é a Rota das Cachoeiras, em Corupá, que proporciona cerca de duas horas.
Um dos caminhos mais longos percorridos por Geferson é a Estrada Velha, em São Bento do Sul. Neste caso, um carro os levou até o alto do trajeto e os esperou na chegada no pé. Esse trekking durou cinco horas e meia. Ele gosta de viajar para praticar o esporte também. Já foi a Gramado no Parque da Ferradura. “É muito bonito lá. Tem cânions com 400 metros de altura. Você olha para baixo e vê aquele precipício”, afirma.
Na hora do planejamento, o aventureiro analisa a geografia do local, para ver se o trajeto é plano, se tem muita subida, se passa por mata muito fechada, ou ainda se atravessa algum rio. “Tudo isso influencia. São fatores que levam mais tempo”, cita. Entre os equipamentos necessários para carregar estão o kit de primeiros socorros e uma lanterna. “Você nunca sabe... pode demorar mais que o planejado, se acontecer algum imprevisto”, conta.
Geferson faz o trekking junto à namorada Monalisa Maurissens e a um grupo de amigos. Ele atenta para o tipo de roupa que se usa também, que não sejam apertadas para dar mais mobilidade. “Pode ser uma bermuda, que não seja abaixo do joelho, ou calça mais larga, caso faça frio”, diz.
O calçado deve ser apropriado também. “Tem gente que vai descalço. E depois se pisa numa pedra e se machuca no meio do mato?”, interroga. Segundo Geferson, já existem botas especiais a preços acessíveis como R$ 100,00. O equipamento ideal ainda conta com uma mochila para deixar as mãos livres.
A consciência ambiental também faz parte desse esporte. Geferson conta que encontra muito lixo em suas caminhadas. Ele e seu grupo acabam servindo de coletores, pois recolhem os pacotes e restos encontrados para manter a natureza preservada. “O que custa a pessoa fazer o seu lanche e colocar novamente na mochila para trazer de volta?”, questiona.
Se você gostou da ideia do trekking, mas está com medo de começar, a dica de Geferson é iniciar aos poucos com caminhadas dentro da cidade mesmo. “Aos poucos, a pessoa quer fugir do concreto e seguir para outros locais com mais contato com a natureza”, afirma.
Canyoning, uma outra forma de trekking
Para quem já está firme no trekking e deseja mais aventura, a dica de Geferson da Silva é o canyoning, de uma forma mais clara: o trekking dentro do rio. “Eu fiz em Doutor Pedrinho (SC), foram quatro horas dentro da água. Tem horas que você faz rapel e salto dentro do poço”, conta. Nesse caso, o mais seguro é entrar em contato com uma empresa especializada que fornece todo o equipamento de proteção, como capacete e colete salva-vida.
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Jaraguá do Sul
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Jaraguá do Sul: a mais desenvolvida de SC

O potencial econômico de Jaraguá do Sul é bem conhecido entre os empresários. Um estudo do Rio de Janeiro divulgado no final de agosto desse ano confirmou esse posicionamento e elevou a cidade ao posto de maior índice de desenvolvimento de Santa Catarina.
Por: Renato César Ribeiro
Foto: Daniel Luís Bachmann
A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) acompanha a evolução de todas as cidades do Brasil através do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). No último dia 24 de agosto, foram divulgados os números referentes a 2006 e que configuram como os mais recentes de todas as pesquisas nacionais. Nesta perspectiva, Jaraguá do Sul apareceu com o melhor resultado de Santa Catarina com 0,8774 numa escala que vai de 0 a 1.
Esta pontuação deixou a cidade do Vale do Itapocu na 28ª posição nacional. O estado de Santa Catarina teve um IFDM médio de 0,7915 ante 0,7847 de 2005. No total são 17 municípios com alto desempenho (acima de 0,8001). Blumenau aparece em 4º com 0,8535; Florianópolis é o 8º com 0,8303; e Joinville figura em 9º estadual com 0,8288.
O IFDM trabalha com dados oficiais em três áreas: “emprego e renda”, “educação” e “saúde”. Os piores índices de Santa Catarina ficaram em Bocaina do Sul, com 0,5092; Calmo, com 0,4936; e Capão Alto, com 0,4218. São avaliadas 5.565 cidades em todo o Brasil.
A vantagem desse índice é que, além de ser o mais atual, ele possibilita um acompanhamento municipal, estadual e nacional do desenvolvimento brasileiro. Na média nacional, os dados vêm melhorando ano após ano, em 2000 estava em 0,5954 e agora chegou a 07376. A revista Nossa procurou alguns dos principais nomes da cidade de Jaraguá do Sul para saber como eles avaliam esse resultado.
Ivo Konell (foto), secretário de administração da Prefeitura de Jaraguá do Sul
“Este índice publicado agora é baseado em 2006. Acredito que a situação em 2007 e 2008 tenha mudado, que não ocupamos mais essa posição em virtude da crise e desse último governo. Pois, quando entramos no governo, nós encontramos um grande déficit na educação. Só para você ter uma idéia, eram mais de mil crianças fora das creches. A situação na saúde era pior ainda. Encontramos inúmeros termos de ajustamento de conduta (TAC) do Ministério Público (MP), que tem nos ajudado muito.
Já conseguimos solucionar o problema das creches e tomamos as providências para a saúde, e evitar o represamento de consultas especializadas. Contratamos médicos e fizemos convênios com entidades de classe. Precisamos solucionar os problemas de educação e saúde para mantermos esse privilégio na avaliação das cidades. A perda deles na eleição diz que a comunidade resolveu mudar. Se os impostos forem investidos segundo os termos constitucionais, os resultados serão melhores. As nossas ações vão ter reflexos nos dados de 2009”.
Guido Jackson Bretzke, presidente da Acijs (Associação Comercial e Industrial de Jaraguá do Sul)
“Jaraguá do Sul demonstra bons índices e esse é um reconhecimento, mas não é motivo de orgulho tão grande assim. Apesar de ser o melhor de Santa Catarina, considerando o PIB per capita e a estrutura existente, deveríamos ter uma cidade melhor. É um prêmio bom, mas temos de trabalhar para melhorar, principalmente no que tange a administração pública e a qualidade de vida, assim como infra-estrutura e saúde.
O que temos que ver é comparativamente com outros municípios. É uma questão de onde podemos estar. A Acijs tem o papel de estar constantemente cobrando, ser justa e estar constantemente insatisfeita no bom sentido. A Acijs tem um trabalho junto do ProJaraguá para pensar qual é a Jaraguá do Sul que queremos. Nossa intenção é não deixar cair na zona de conforto”.
Wanderlei Passold, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Jaraguá do Sul
“Isso é resultado de muito trabalho e comprometimento da classe empresária da cidade e de toda a sociedade. Jaraguá do Sul é diferente de todos em relação a várias ações. Isso é um prêmio do trabalho brilhante que vem sendo realizado. Pois, em Jaraguá do Sul todos se empenham, se dedicam e fazem os sonhos se tornarem realidades. Esse resultado é a retribuição para um povo comprometido e guerreiro.
O comércio de Jaraguá do Sul é um setor de grande destaque de muita representatividade e com grandes empresários que têm uma participação efetiva. Para se ter uma noção, os associados da CDL empregam mais de oito mil pessoas. Podemos pegar como exemplo a campanha de conscientização do trânsito, que é um trabalho bastante importante. Da mesma forma, podemos citar a decoração natalina. Ela não beneficia só o comércio, mas toda a comunidade”.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O respeito como filosofia de vida

Os conhecimentos dos xamãs dos povos nativos se perpetuaram e se transformaram numa diferente filosofia chamada de xamanismo. O amor em sua forma pura e o respeito são bases desse modo de entender a existência.
Por: Renato César Ribeiro
Foto: Renato César Ribeiro
O xamanismo não é uma religião, é uma forma de viver que traz espiritualidade, medicina e filosofia para seus praticantes. “A base do xamanismo é o respeito”, informa Ricardo Guilherme Schmidt, aprendiz de 19 anos de Jaraguá do Sul. Esse respeito que ele cita surge de uma forma mais profunda. “Tudo é feito de energia. Na realidade, tudo é uma coisa só, mas em um formato diferente”, ensina.
Para o xamanista, o sentido da vida é o amor. “Não é a paixão, mas o amor puro, o desejar o bem da realidade alheia sem querer nada em troca. Isso é a única coisa que se leva. Cada um tem a sua realidade e uma influencia na outra. Mas se a pessoa não quiser se ajudar não adianta nada. Você não dá apoio com dinheiro, como esmola, por exemplo. O melhor é passar algo de bom através das palavras”, ensina Ricardo.
O rapaz explica que “a essência do xamanismo é composta por uma forte base de profundo respeito. Em cima disto, temos a premissa de que fazemos parte de uma família universal e que tudo está interligado”.
De acordo com ele, o xamanismo é a mais antiga prática espiritual, filosófica e médica da humanidade. Há registros de rituais xamânicos desde a Idade da Pedra. Estudiosos queriam entender de onde vinham as idéias do homem primata para desenhar os animais nas cavernas. Através dessa pesquisa em atuais culturas na África, onde ainda se fazem essas pinturas, foi descoberto que eram registros de viagens espirituais por xamãs em rituais religiosos induzidas por danças. Essas pinturas possuem o mesmo padrão em qualquer local do mundo, o que muda são os animais, típicos de cada região e de cada época.
De uma forma mais prática, o xamanista pensa de uma forma diferenciada. “Eu consigo compreender melhor a minha relação com o mundo. Consigo saber por que as coisas são assim”, diz Ricardo. Existem rituais com tambores e plantas sagradas que levam o ser para uma vivência espiritual. Ele entra em transe e acessa uma realidade paralela. Isso tudo acontece dentro da mente da pessoa.
Ricardo explica que a pessoa pode ter outra religião e ser xamanista ao mesmo tempo. Essa filosofia não se prende a religiões, pois o praticante é quem descobre, dentro de si, a sua religião, que é basicamente a mesma para todos. Não há palavras que vá ensiná-la, apenas a vontade de aprender. Por isso, católicos, hindus, espíritas, budistas e qualquer outra religião se encaixam com o xamanismo, em que a verdade dos livros é refletida e entendida pelo coração.
O que acontece é que os seres humanos vivem num sistema de conforto propiciado pelo sistema. Isso faz com que eles não se sensibilizem com o sofrimento alheio. “Você não faz nada para mudar porque para você está tudo certo”, diz.
Desta forma, ao contrário da visão egoísta predominante, o xamanista procura fazer o bem a todos. “Pois há uma ligação. O meu corpo pertence à Mãe Terra, o nosso planeta; e o espírito pertence ao Pai Céu, o universo. Cada um é um deus, com ‘d’ minúsculo. E tudo é Deus, com ‘D’ maiúsculo. Deus não ouve palavras, ele ouve intenções”, diz Ricardo. Por isso, segundo essa mentalidade, o importante é agir e não apenas ir à missa todo fim de semana.
“Olhando para dentro de nossos corações conseguimos encontrar Deus, e entender a nossa importância neste mundo. Não é alguém que dirá isso para nós, somos nós que descobriremos a verdade simplesmente por desejar entende-la”, crê Ricardo. Diante desse pensamento, Jesus Cristo surge como um exemplo de vida a ser seguido. “As pessoas deveriam ser como ele foi, ter o amor puro”, menciona.
Essa mentalidade leva a pessoa a cuidar de si mesma. “A minha consciência me obriga a não usar drogas, beber ou fumar”, afirma Ricardo. Da mesma forma, surge o cuidado com a alimentação: “Evito comida artificial. Prefiro sucos a refrigerantes. Não quero ingerir conservantes”. Isso inclui o preparo dos alimentos. “As coisas que tiveram o nosso trabalho e a nossa mente para serem feitas são mais gostosas”, opina.
Ricardo se encontra com amigos para conversar sobre questões espirituais e como podem melhorar o mundo aos domingos, em torno das 16 horas, no bosque da Sociedade Cultura Artística (Scar), em Jaraguá do Sul.
Ligação com a física quântica
Dois assuntos que a princípio não tem ligação alguma são mencionados juntos por Ricardo Guilherme Schmidt: xamanismo e física quântica: “Se você olhar o que a física quântica está provando hoje em dia, você percebe que é o que o xamanismo já prega há muito tempo”.
A física quântica é uma ciência que engloba o material e o imaterial em seus estudos. Ela surgiu de uma necessidade de explicar cientificamente o infinito, a eternidade e a existência. É baseada em observações do cotidiano, do espaço e do mundo. Pela física quântica, tudo é feito de energia.
“Na física quântica, tudo está ligado por cordas supersensíveis ao chamado tecido subjacente do universo. No xamanismo, todos estão vinculados. Os celtas e os druidas viam o mundo como uma teia de aranha tridimensional. Se puxarmos um pedacinho aqui, toda a teia vibra. Para mim, existe uma ligação entre o xamanismo e a física quântica porque ambos trabalham com vibrações, oscilações e sons. E os xamãs sabem disso. Foram os primeiros físicos da história”, explica Ricardo.
Ele conclui que: “esta ciência moderna está revolucionando a forma que o ser humano compreende a realidade e a espiritualidade. Finalmente temos uma ciência que acredita em Deus, e esta, em minha opinião, é a melhor referência que temos para estudarmos a existência cientificamente”.
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Na cidade, a selva de pedra, tudo é artificial, no significado de que foi construído pelo homem. E, por isso, nela, a filosofia pode ser intitulada de xamanismo urbano, pois analisa as coisas por meio dos pensamentos xamãs na realidade da cidade. “Um xamã não é um líder espiritual. É mais um aprendiz que passa adiante o conhecimento”, aponta o aprendiz.
“As pessoas são muito insensíveis. Há muita impassividade em relação à vida. Quando, na verdade, isso é uma questão de escolha. Muitos se dispõem a um papel de vítima e, dessa forma, tentam ‘lavar as mãos’”, continua Ricardo Guilherme Schmidt.
E a matéria é energia condensada em baixa vibração, a luz é energia em vibração alta, nosso espírito/alma é energia em vibração mais alta ainda, e o vácuo é energia quase sem vibração. A física quântica prevê a existência de outros planos, espíritos (chamados de "frameworkers" da matéria) e de universos paralelos, como o xamanismo.
“Se bem que o espiritismo condiz mais, mas o praticante pode ser católico que não há problema nenhum”, fala.
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